sexta-feira, 4 de março de 2011

A CARREIRA DO PROFISSIONAL DE TURISMO

O Brasil é um país com um reconhecido potencial turistico que favorece o profissional de turismo possibilitando à atuação nos setores de eventos, negócio, aventura, hospedagem, consultorias e assessorias turisticas, cruzeiros maritimos, animação e recreação, restauração, ensino, transportes e locação de veiculo e Organizações Não Governamentais (ONG's).

No entanto, o profissional de turismo independente dele ser bacharél ou tecnólogo devem ter algumas habilidade para atuação nessa área, devido a sua dinamicidade e possibilidade de execução de múltiplas funções. Nela inclui-se está inteirado sobre a realidade sócio-econômica, cultural e ambiental da localidade que está inserido.Outro ponto é nunca deixar de se especializar, e aprender outro idioma; È importante lembrar que profissionalmente para cada idioma falado fluentemente aumenta-se também as chances no mercado de trabalho e salários.

Assim, o profissional de turismo, segundo o Parecer CNE/CES Nº 436/2001 que trata de Cursos Superiores de Tecnologia - Formação de Tecnólogos, está habilitado a executar atividades, interrelacionadas ou não, referentes à oferta de produtos e à prestação de serviços turísticos e de hospitalidade incluindo o agenciamento e operação, o guiamento, a promoção do turismo, e a organização e realização de eventos de diferentes tipos e portes. Os serviços de hospitalidade incluem os de hospedagem e os de alimentação.

Para as especializações acadêmicas e profissionais na própria área de turismo, no Brasil ainda há poucas instiuições que oferecam tais cursos. Temos Universidade Estadual da Bahia - Uneb(Pós-Graduação em Cultura, Memória e Desenvolvimento Regional) Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC, Universidade de Brasilia -UnB com o Centro de Excelência em Turismo, Fundação Universitária Iberoamericana - FUNIBER com mestrados a distância em Consultoria Turistica, E-Business em Empresas Turisticas, Direção de Hóteis e Turismo Sustentável. Há também universidades no exterior como Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO E CONTEMPORANEIDADE

ATENÇÃO!

A UNEB acaba de lanca o edital para seleção do mestrado em Educação e Contemporaneidade (PPGEduC) na categoria de Aluno Especial 2010.2.
Inscrições: 12 a 16 de julho, das 8h às 12h e das 14h às 17h
Investimento: R$ 60
Informação: http://www.ppgeduc.uneb.br/ ou  (71) 3117-2479.
PREPARE JÁ SEU PROJETO!

domingo, 16 de maio de 2010

Síntese Evolutiva do Turismo e o Ensino superior de Turismo*

O Turismo é considerado ainda no meio cientifico como “ciência nova”. Partimos do principio que o homem se desloca a todo instante, seja para negócios, esportes ou saúde como faziam os gregos antigos, para peregrinações a locais sagrados, ou estudos como os Grand Tour e Petit Tour realizados pelos filhos mais abastados e que as viagens são executadas a séculos acompanhando a história da humanidade.

Entretanto, o crescimento e desenvolvimento do turismo como aproveitamento do ócio só foi possível a partir das transformações sociais e tecnológicas pelo qual passou o mundo no século XVIII - a Revolução Industrial e Reforma protestante. Segundo OLIVEIRA (2002) a partir daí, as viagens de turismo passaram a ter conotações educativas e de interesse cultural.

TRIGO (2002) continua, a partir de meados da década de 90, a área passou por uma fase de acelerada expansão e entrou no século XXI com exigência e características bastante claras. O turismo nesse momento passa a ser entendido como uma das principais fontes de geração de emprego e suscitador de uma “consciência” ambiental, social e cultural.

Como política pública no Brasil, o crescimento do turismo inicia-se com a criação da Empresa Brasileira de Turismo – EMBRATUR na década de 60, explorando os atrativos naturais do país: sol e praia.

Quanto objeto de estudo e ensino, o curso superior de turismo no Brasil data de 1968, com a reforma universitária realizada pelo regime militar (1964 – 1985) e mesmo não tendo nenhuma tradição acadêmica como os cursos de Direito, Administração e Medicina foi reconhecido por instituições de ensino tradicionais como a Faculdade de Turismo do Morumbi, atual Universidade Anhembi-Morumbi e a Universidade de São Paulo pioneiras em sua implantação. 

Em Salvador essa tarefa inicia-se com a Faculdade Olga Mettig qual percebeu o potencial turístico da cidade nos vários tipos de turismo, assumindo a responsabilidade de formar mão de obra que daria suporte ao setor que começava a ser explorado no país.

No inicio do século XXI, observou-se um aumento vertiginoso da quantidade de cursos superiores de Turismo em todo país apresentando ênfase/habilitações ou não em Hotelaria, Eventos, Marketing, Ecoturismo, Gestão, Turismo Ambiental, Entretenimento e Tecnologia em Turismo, Hotelaria com a concepção de fornecer profissionais especializados para áreas especificas. Todavia, a maioria dos cursos apresenta deficiências bastante graves desequilibrando as necessidades do setor e do futuro profissional.

Segundo INEP[1] através do Censo da Educação Superior, no Brasil foram computados de 1995 a 2003, 1.205 cursos de hotelaria e 9.183 de turismo, metade deles nas instituições de ensino particulares.

Não pretendemos discutir a questão da mercantilização dos cursos, apenas compreender as relações do currículo, das práxis pedagógicas e seus reflexos na formação do profissional de turismo e na empregabilidade.


[1] Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Censo da Educação Superior: Sinopse 1995 - 2003 – Graduação. Disponível em <http://www.inep.gov.br/superior/censosuperior>. Acesso em 18 de maio de 2009.

REFERÊNCIAS
ANSARAH, Marília Gomes dos Reis. Formação e capacitação do profissional em Turismo e Hotelaria. Aleph, São Paulo, 2002.
DIAS, Reinaldo. Sociologia do Turismo. Ed. Atlas, São Paulo, 2003.
DUARTE, Acácio. As profissões no setor de Turismo: as actividades profissionais na restauração. CAD. 1: Restauração. Instituto Nacional de Formação Turística: 1998. 
MAGALHÃES, Maria Ligia Lordello de. METTIG, Olga. Quando crescer, quero ser professora: vida e obra de uma educadora baiana. Salvador, 2006.
MATIAS, Marlene. Turismo: formação e profissionalização – 30 anos de historia. Manole

*Este texto é parte do artigo Turismo: currículo, práxis pedagógicas e formação do profissional, requisito para  recebimento do titulo de especialista pela Faculdades Integradas Olga Mettig.